PSD reage ao PS sobre a Circular Urbana de Barcelos
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- Categoria: Notícias Regionais
- Publicado em sexta-feira, 02 outubro 2026 14:02
- Escrito por: Redação
O PSD de Barcelos reconhece que existe uma derrapagem temporal na obra de Fecho da Circular Urbana, mas acusa o Partido Socialista de apresentar uma leitura incompleta sobre os atrasos registados na empreitada.
Num comunicado divulgado esta quinta-feira, os social-democratas afirmam que “por uma vez, o Partido Socialista tem razão”, ao apontar para atrasos na obra, mas defendem que a verdadeira questão deve ser analisada à luz do histórico do projeto.
O PSD recorda que, durante os 12 anos de governação socialista na Câmara Municipal de Barcelos, a intervenção não avançou, apesar da realização de estudos, projetos e diferentes soluções. Segundo o partido, o Nó de Gamil/Santa Eugénia permaneceu durante esse período “no papel”.
A obra arrancou finalmente em março de 2024, com a entrada das máquinas no terreno. É precisamente a partir da fase de execução que, segundo o PSD, surgiram constrangimentos e trabalhos que não estavam inicialmente previstos.
Os social-democratas apontam, entre outros exemplos, para a necessidade de alterações relacionadas com condutas subterrâneas, fundações, características dos solos e interferências com infraestruturas existentes, além de trabalhos complementares decorrentes das condições encontradas durante a execução.
O PSD faz ainda uma distinção entre estes trabalhos e aquilo que classifica como revisão de preços. Segundo o partido, os trabalhos complementares estão previstos no enquadramento legal das empreitadas públicas e são sujeitos a justificação técnica, fiscalização e aos procedimentos legalmente exigidos.
A estrutura partidária refere igualmente que a obra é acompanhada por fiscalização municipal, por uma entidade externa contratada para o efeito e pela Infraestruturas de Portugal. Acrescenta que o contrato adicional associado aos trabalhos complementares está sujeito a visto do Tribunal de Contas, quando aplicável nos termos legais.
Relativamente à revisão de preços, o PSD sustenta que se trata de um mecanismo previsto na legislação para atualizar os valores contratados em função da evolução dos custos de mão de obra, materiais e equipamentos, não devendo, por isso, ser automaticamente classificado como uma “derrapagem”.
O PSD de Barcelos considera legítimo o escrutínio por parte da oposição, mas defende que devem ser distinguidos os atrasos na execução de uma obra dos mecanismos legais e técnicos que podem surgir durante a sua construção.
No comunicado, os social-democratas concluem que “durante anos discutiu-se o Fecho da Circular Urbana” e que “agora constrói-se”, acusando o PS de centrar a crítica nos constrangimentos da empreitada sem ter em conta o período em que o projeto não avançou.





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