Chega quer investigação a alegado assédio na Varzim Lazer
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- Categoria: Notícias Regionais
- Publicado em quinta-feira, 25 junho 2026 16:00
- Escrito por: João Ricardo

O Chega convocou um conferência de imprensa para denunciar alegadas situações de “assédio moral laboral” na Varzim Lazer. O tema deve ser hoje levado à sessão da Assembleia Municipal, segundo prometeu o partido. O vereador Mário Lima, que integra o conselho de administração da empresa municipal, diz ter conhecido essas denúncias no passado dia 23 de abril numa reunião com alguns trabalhadores. Esse encontro tinha sido marcado a pedido dos colaboradores dos setores da limpeza, manutenção e segurança com o objetivo de expressarem o descontentamento relativamente a uma mudança na rotatividade e nos horários de serviço nos equipamentos (piscinas e pavilhão) geridos pela VL.
Ora, segundo Mário Lima, no decorrer dessa reunião surgiram relatos de alguns funcionários a acusar Cristina Neves, responsável pelo pavilhão, de assédio moral laboral no local de trabalho. O vereador do Chega diz ter solicitado a abertura de um inquérito para averiguar os episódios referidos e que ficasse registado em ata as acusações feitas. Quase um mês depois, a 21 de maio, o também administrador da VL foi informado que a visada e mais 3 funcionários regressaram à Câmara, terminando um longo período de cedência por interesse público, num pedido que foi feito a 29 de abril, por carta, à edil Andrea Silva. Mário Lima critica que esse regresso tenha sido permitido após o executivo municipal ser sabedor das acusações que tinham sido feitas, acrescentando que solicitou esclarecimentos “para perceber se essa transferência cumpre a legalidade”.
A propósito deste caso, o dirigente do Chega alertou que a VL não tinha, até recentemente, um Código de Boa Conduta para a prevenção e combate ao assédio no trabalho nem um Canal de Denúncias, algo que só foi aprovado a 9 de junho. Mário Lima defende que esta aprovação “não pode ser interpretada como resposta suficiente às preocupações manifestadas por diversos trabalhadores”. O vereador da oposição considera que a administração da VL tem o dever de apurar a veracidade das alegações através de “uma averiguação objetiva e imparcial”, tendo acusado o PSD de estar a deixar passar o prazo legal de 60 dias para iniciar um disciplinar, numa “tentativa de abafar o escândalo”.
Mário Lima revelou ainda que recusou, na última reunião do conselho de administração, a 18 de junho, aprovar o arquivamento do processo e das queixas de assédio, não concordando que a saída da funcionária visada impeça uma investigação urgente e independente, chamando-lhe uma "mentira jurídica e uma vergonha institucional". Segundo o vogal da VL, “o regresso à Câmara não apaga o sofrimento dos trabalhadores, apenas transfere a obrigação de punir para o Município”, tendo frisado que “a verdade tem que ser apurada doa a quem doer”
Face a esta situação, Mário Lima admite que pode deixar as funções de administrador da VL ou pedir a destituição do órgão que gere a empresa municipal. O vereador aproveitou ainda a oportunidade para apontar a degradação dos equipamentos e os problemas estruturais na VL, dando como exemplo mais recente a não abertura da piscina exterior, que estará fechada no verão por razões de segurança relacionadas com o estado de degradação do telhado da estrutura, que apresenta risco de queda de elementos.
As declarações podem ser ouvidas na edição local.





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